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Logística hospitalar: 4 dicas para uma gestão mais eficiente

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A logística hospitalar é considerada o centro de operações de uma instituição hospitalar. Quando não gerenciada adequadamente, pode trazer falta ou desperdício de produtos, onerando as contas e diminuindo os investimentos, além de comprometer a assistência ao paciente.

Um bom gestor hospitalar garante o controle dos problemas baseando suas ações na melhora do nível de serviço, redução de custos e otimização do capital investido. Esses são os pilares de um serviço eficiente.

Pensando nisso, selecionamos 04 dicas de logística hospitalar para garantir a sustentabilidade financeira da logística hospitalar. Acompanhe conosco!

1. Invista nos processos de aquisição de insumos

Para assegurar a eficiência nos processos de aquisição de insumos hospitalares, é importante atentar inicialmente para os fornecedores e depois para os processos internos.

É fundamental qualificar os principais fornecedores e, em seguida, programar adequadamente a compra. Para isso, deve-se considerar a classificação econômica do produto baseada na curva ABC de consumo e quantificar os recursos disponíveis para manter um estoque que atenda às demandas do hospital.

A organização do processo de compras melhora o nível de assistência prestada, reduz o volume de compras emergenciais e redimensiona os recursos financeiros disponíveis.

2. Garanta funcionalidade dos equipamentos hospitalares

A incorporação do serviço de engenharia clínica trouxe benefícios que podem ser facilmente mensurados. É composta por profissionais com alto nível de conhecimento que determinam as necessidades clínicas da instituição hospitalar no que se refere a tecnologias em saúde.

Esses profissionais orientam sobre a aquisição do equipamento com melhor relação custo/benefício, acompanha os processos de manutenção preventiva e corretiva e oferece suporte sobre funcionalidade das tecnologias em saúde. Também é importante para verificar se as condições de funcionamento dos equipamentos atende às recomendações da ANVISA.

Dessa forma, avalia a vida útil do equipamento para garantir uma assistência de qualidade ao paciente e com retorno financeiro favorável ao hospital.

3. Avalie a continuidade dos serviços clínicos

Em uma instituição hospitalar, é importante verificar quais serviços estão apresentando rentabilidade e quais precisam ser avaliados quanto à sua continuidade. No primeiro caso, as modificações serão apenas para manter ou aperfeiçoar a qualidade dos serviços.

Para reajustar ou inserir novas modalidades de serviços hospitalares é preciso considerar a capacidade física, estrutural e recursos humanos.

Os serviços de média a alta complexidade, tais como hemodiálise, hemodinâmica e oncologia apresentam bons resultados se forem gerenciados adequadamente.  Já os serviços de pediatria e terapia intensa, por exemplo, tendem a apresentar mais prejuízos se comparados aos primeiros.

Por isso, o gestor hospitalar deve ficar atento para quantificar os recursos financeiros disponíveis com a demanda por serviços clínicos.

4. Promova maior rotatividade dos produtos

Um produto estocado por muito tempo nas prateleiras constitui um recurso financeiro sem aproveitamento. Pensando nisso, é necessário criar estratégias para garantir maior rotatividade dos produtos.

A rotatividade consiste em manter um estoque mínimo dos produtos para alcançar a excelência de que tudo que foi adquirido será consumido.

Nesse sentido, deve-se sempre atentar para a racionalização na compra de produto, redução de espaço para armazenamento e permissão para permutar com outros estabelecimentos.

Essa prática garante produtos sempre novos e adequados ao consumo do paciente. Assim, evita-se desperdícios de produtos sem movimentação ou perdidos por expiração da validade.

A logística hospitalar, quando bem implantada, trará benefícios mensuráveis significativos. Os que podem ser mensurados através de relatórios gerenciais possibilitarão analisar o cenário atual da instituição hospitalar para promover continuamente a eficiência nos processos. Os benefícios intangíveis estão relacionados à assistência de qualidade ao paciente.

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Thiago Bajur

Thiago Bajur

Thiago Bajur é co-fundador da Arkmeds. Escreveu um livro aos 11 anos de idade, o Zot. Estudou Engenharia de Sistemas Médicos na OVGU, Magdeburg Alemanha. Desenvolveu o primeiro analisador de segurança elétrica automático do Brasil. Já foi Juiz na German RoboCup, maior evento de Robótica do mundo. É Apaixonado por inovação e quer transformar a forma como é vista a Engenharia Clínica.
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