A tendência da desospitalização

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Devido à pandemia, pôde-se notar que o atendimento domiciliar começou a ser mais procurado pelas famílias. Graças à evolução da tecnologia, isso pode ser realizado cada vez com mais eficiência e melhores condições.

Hoje em dia, muitos equipamentos podem ser adaptados a esse tipo de atendimento, inclusive equipamentos de exames de imagem, como raio x e ultrassom. Além disso, é possível levar bombas de oxigênio, oxímetros, aspiradores, respiradores, bombas de infusão, enfim, quase todos os equipamentos de suporte à vida que o paciente precisa podem ser adaptados para o domicílio.

Esses equipamentos, claro, devem receber uma série de cuidados. Eles devem ser cadastrados no sistema da empresa, ter um número de série e ter calibrações regulares, para prevenir o mau funcionamento e os riscos às vidas dos pacientes. Além disso, os familiares e os funcionários devem receber treinamentos contínuos para que saibam manuseá-los e higienizá-los corretamente.

A maior vantagem do home care é que o paciente recebe todo o tratamento em casa, os familiares podem ter suas atividades diárias normais, sem precisar ficar presos a horários definidos pelos hospitais. Outra vantagem é a diminuição do número de infecções, uma vez que no hospital existe um grande risco de infecção hospitalar, devido ao contato com diversas bactérias. Em casa, também, o paciente recebe mais estímulos de toda a família, por poder se deslocar pela casa e até mesmo fazer um passeio fora, sendo que, no hospital, ele fica preso a um quarto ou a uma cama, o que pode atrapalhar seu desenvolvimento. 

Por outro lado, existem muitos desafios em torno do home care. Em primeiro lugar está capacitar a família para que ela dê continuidade ao tratamento em casa. Outro desafio é que, por não estar em um ambiente hospitalar, os profissionais devem conquistar a confiança da família para conseguir criar um vínculo e assegurar que o tratamento terá seu objetivo atendido. Isso porque, em casa, a família é a responsável por ministrar os medicamentos, então, se não há uma confiança com os funcionários por parte da família, esse tratamento pode não ser seguro e não ter continuidade. A família deve ser parceira de quem está cuidando do paciente. 

Agora, diante de tantas vantagens e desafios, fica a pergunta: como se define quais pacientes podem receber o atendimento em casa e quais não podem? Existem restrições?

A resposta é que todos os pacientes com alguma patologia que dependem de algum dispositivo para suporte à vida, podendo ser patologias crônicas ou agudas, crianças, adultos ou idosos, enfim, qualquer paciente pode receber seu tratamento em casa, desde que esteja estável, sem necessidade de visitas médicas diárias. Assim, dependendo do caso de cada indivíduo, essas visitas podem ser semanais, quinzenais, mensais… 

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