O Mercado da Engenharia Clínica no Brasil

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O avanço das tecnologias afetou o funcionamento e a rotina de todos os setores do mundo. Com o menor contato do humano às máquinas, a responsabilidade dos ajustes e manutenções aumentou drasticamente.

 

Os equipamentos hospitalares se tornaram mais modernos e complexos. E é exatamente por isso, que a exigência de um engenheiro clínico em um hospital se tornou obrigatória.

É ele quem regula e auxilia no uso correto dos equipamentos, evita desperdícios e acidentes, se tornando extremamente necessário para um bom funcionamento de um aparelho médico e  para um melhor andamento de um hospital. 

 

O engenheiro clínico também auxilia em obras de reforma e de ampliação, gerencia os resíduos sólidos e trabalha com o financeiro para tornar o hospital mais eficiente em termos de custos.  

 

O grande problema, é que a oferta desses profissionais no mercado ainda é muito pequena. De acordo com um levantamento feito em 2019 pela Associação Brasileira de Engenharia Clínica (ABEClin) consta que o Brasil conta com 4 mil profissionais, entre técnicos e engenheiros. 

 

Até novembro de 2020 tivemos 5.530 hospitais públicos e 4.397 hospitais privados. Por essa questão, vemos o quanto ainda temos que avançar no crescimento da área para suprir a demanda do mercado. 

 

Em quais regiões o mercado é mais favorecido?

 

No que diz respeito à insuficiência de médicos por habitantes na Atenção Primária à Saúde (APS), a maior carência ocorre nos municípios da Região Nordeste, onde 49,3% da população reside em áreas com escassez desse profissional.

 

Com essa informação, já conseguimos destacar a precariedade de profissionais capacitados na área da saúde no Brasil. De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2009, a região sudeste é a que possui maiores leitos de internação, com 133.570, o que nos dá a entender que nesta localidade surgem maiores oportunidades de trabalho para profissionais da área de engenharia clínica, pois a demanda por equipamentos acaba sendo maior. 

 

Como disse anteriormente, a precariedade de regiões nos distancia de novas oportunidades. Ainda existe muita falta de especialistas fora da região sudeste e em interiores, pelo salário ser menor e ter menos infraestrutura. 

 

O quanto a pandemia impulsionou o crescimento dessa área?

 

A pandemia reforçou a importância dos profissionais de saúde. Nos últimos anos, houve um enfraquecimento do SUS, que com a crise, recebeu maior atenção e investimentos não vistos na história recente, conquistando uma maior importância em relação a períodos passados.

 

Tivemos o aumento de mais de 47% de leitos no Brasil. Um levantamento feito pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) a partir de dados do Ministério da Saúde mostra que o total de leitos de UTI públicos e privados passou de 45.427 em janeiro para 66.786 em junho de 2020. 

 

A partir dela, os equipamentos médico-hospitalares tiveram uma alta demanda e, com isso, ela trouxe a necessidade da realização de manutenções e calibrações de todos os aparelhos que estavam de desuso, além da visão de adquirir novos equipamentos.

 

Outra atuação inestimável da Engenharia Clínica foi a participação na construção de hospitais de campanha nos quais, é necessário ter equipamentos médico-hospitalares eficientes e adquiridos da forma mais ágil possível. Assim, o reconhecimento do profissional da área foi bastante acentuado durante o período, já que, quanto mais equipamentos pudessem ser utilizados de forma segura, mais vidas poderiam ser salvas.

 

Qual a média salarial de um Engenheiro Clínico?

 

Um Engenheiro Clínico pode iniciar a sua carreira ganhando em média R$5.618,00 e pode vir a ganhar R$8.533,00. 

No cargo de Técnico em Engenharia Clínica se inicia ganhando R$ 2.388,00 de salário e pode vir a ganhar até R$3.705,00. A média salarial para Técnico em Engenharia Clínica no Brasil é de R$ 2.868,00

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