Como a curva PF e a manutenção preditiva influenciam na vida útil do seu equipamento?

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Neste artigo vamos falar sobre dois temas que todas as pessoas que trabalham no setor de manutenções devem saber, a curva PF em conjunto com as manutenções preditivas.

Mas afinal, o que é a curva PF?

A Curva PF (Potential Failure) é uma ferramenta analítica essencial para um plano de manutenção que seja baseado em confiabilidade e esteja seguindo os padrões RCM (Reliability Centered Maintenance).

O conhecimento desta curva faz com que tenha-se noção tanto da vida útil quanto dos pontos de falha de um equipamento. Sabendo estes dados, será ainda mais direcional a estruturação do plano de manutenções.

Os equipamentos não foram construídos para durar para sempre, mas eles podem durar muito mais do que se imagina. Apenas 11% das falhas dos equipamentos estão ligados ao envelhecimento, ou seja, se houver uma boa estratégia de manutenção centrada em confiabilidade, 89% dos equipamentos podem ser mantidos disponíveis e confiáveis por elevados períodos de tempo.

Entendendo a curva PF

curva pf
Fonte: “Manutenção centrada em confiabilidade. MOUBRAY, John. SPES, 2000.”
  • Ponto P (Potencial): É o mesmo que dizer que existe o Modo de falha, ou um “sintoma”. Como exemplos de sintomas de falhas, temos a elevação dos níveis de vibração, elevação dos níveis de temperatura, um determinado vazamento, etc., é qualquer alteração na forma de trabalho no equipamento antes da falha. Sendo assim, pode-se dizer que é o momento em que a falha nasce no ativo. Ela ainda é uma falha em estágio inicial, ela não compromete por completo o funcionamento do equipamento, mas diminui sua performance a cada minuto que se passa.
  • Ponto F (Funcional): O equipamento quebrou/ele não consegue desempenhar o seu trabalho dentro do processo, ou seja, é a incapacidade de um sistema para atender a um padrão de desempenho especificado em projeto.

Uma completa perda de função é claramente uma falha funcional. No entanto, uma falha funcional também inclui a incapacidade de funcionar no nível de desempenho que foi especificado como satisfatório.

Para definir falhas funcionais para qualquer componente ou sistema, é necessária uma compreensão clara de suas funções. É extremamente importante determinar todas as funções que são significativas em um determinado contexto operacional, uma vez que é somente nestes termos que sua falha funcional pode ser definida.

Qual a importância de traçar a curva PF?

Uma vez que se sabe o intervalo de tempo entre a falha potencial até a falha funcional, será planejado e executado o plano de manutenções para que possa aumentar ainda mais a vida útil deste equipamento analisado.

Sabendo disso, entra-se no outro ponto abordado por este artigo: A manutenção preditiva, que tem como função acompanhar periodicamente os equipamentos através de dados coletados por meio de monitoração ou inspeções.

Curva PF x Curva de custos

Obviamente, quanto maior o período para identificar e sanar a falha, maior será o custo para reparo. A Curva de Custos é inversamente proporcional a Curva PF.

O custo para manter um plano de manutenção preditiva é infinitamente menor do que o custo para reparar o equipamento e colocá-lo de volta em funcionamento.

Na figura a seguir pode-se ter uma ideia dessa diferença:

curva pf e curva de custo
Fonte: “Sistema de garantia e melhoria da produtividade através de planos de manutenção. FERREIRA, E.L. São José dos Campos, 2001.”

O custo para manter um plano de manutenção preventiva é um custo controlado. Sabe-se previamente quanto será gasto, quanto tempo leva-se para a execução de cada atividade, quando as atividades serão realizadas e se caso encontre-se algum tipo de falha, ela estará em seu estágio inicial e será mais simples e, consequentemente, terá um custo menor de reparo.

Já a manutenção corretiva emergencial apresenta um cenário contrário. Em primeiro lugar o prejuízo já começa pelo lucro cessante, que é a quantidade de dinheiro que a empresa deixou de ganhar com o seu processo de produção parado.  O lucro cessante representa a maior fatia do custo de manutenção corretiva.

Além disso, não tem-se controle sobre os serviços de manutenção corretiva e isso gera o que chamamos de custo oculto.

O custo oculto são aqueles prejuízos que não consegue-se prever e que no fim das contas gera um impacto imenso no nosso orçamento. Exemplos de custo oculto:

  • compra de peças de reposição feitas em caráter emergencial (pagando mais caro que o valor comum de marcado).
  • quantidade de mão de obra comprometida com o reparo.
  • improdutividade.

Conclusão

A Curva PF é essencial para determinar intervalos das ações preventivas e preditivas, para que essas possam ser realizadas nos momentos exatos: o mais próximo possível da falha potencial e o mais distante possível da falha funcional.

Se uma empresa conseguir descobrir o intervalo PF de seus ativos, ela já deu o primeiro passo para trabalhar com índice de quebra zero.

 

Sua equipe já faz a análise da curva PF? Compartilhe conosco.

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